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Catedral diocesana é reinaugurada com rito de dedicação

Dois momentos especiais marcaram a programação de reinauguração da Catedral Nossa Senhora Aparecida de Passo Fundo. No dia 2 de dezembro aconteceu um show cultural com o cantor Antonio Cardoso, intitulado O amor torna tudo novo. O show foi dirigido, especialmente, às famílias, com músicas e mensagens religiosas.

No dia 13 de dezembro, além da igreja Sagrado Coração de Jesus, que passou por grandes reformas, foi inaugurada a nova fase da Catedral, que tem agora um visual muito mais bonito. As duas paróquias, tanto a Sagrado Coração como a Catedral receberam uma doação que possibilitou a colocação de um novo piso, todo em granito e mármore. O doador, um italiano que mora no Espírito Santo, esteve presente na celebração.

Com as dependências lotadas de fiéis, numa cerimônia religiosa presidida pelo bispo diocesano dom Ercílio, foi realizado o rito de dedicação da Catedral. Durante o ato foram ungidas e aspergidas as paredes, o altar e quatro cruzes, além de ser abençoada a capela do Santíssimo.

Dedicar quer dizer oferecer, destinar. A consagração de uma Igreja Catedral é o ato de dedicação do espaço sagrado a Deus. A Catedral de uma diocese é a Igreja Mãe de todas as igrejas dessa diocese. É lugar sagrado que tem sintonia com a realidade Igreja-Povo de Deus. É onde se reúnem os batizados, templos vivos de Deus, para prestar culto ao Senhor. O Batismo faz do batizado um consagrado a Deus. Vós sois templos de Deus, e o Espírito de Deus habita em vós. O templo de Deus é santo: esse templo sois vós (1Cor 3,16-17).

A Cátedra do Bispo - Sinal de Cristo Pastor

A Cátedra é o lugar de onde o bispo preside a assembléia do Povo de Deus, exerce o serviço do bom pastor, instrui o povo que lhe foi confiado. A cátedra presidencial evoca a presença invisível do Cristo, que preside a liturgia na pessoa do ministro.

Altar - Mesa do sacrifício e do banquete pascal

O Cristo Senhor, ao instituir sob a forma de um banquete sacrifical o memorial do sacrifício que na cruz iria oferecer ao Pai, santificou a mesa, em torno da qual os fiéis se reuniram, a fim de celebrar a sua Páscoa. Assim, pois, o altar é a mesa do sacrifício e do banquete, em que o sacerdote, representando o Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.

Ritos de unção, incensação e revestimento do altar

Em virtude da unção, o altar torna-se símbolo de Cristo, que é o Ungido por excelência e assim é chamado, pois o Pai o ungiu com o Espírito Santo e o constituiu Sumo Sacerdote, para oferecer no altar de seu sacrifício a vida pela salvação de todos.

O incenso é queimado sobre o altar, simbolizando o sacrifício do Cristo, que aí se perpetua no mistério, subindo a Deus em odor de suavidade. Exprime também que as orações dos fiéis chegam ao trono de Deus propícias e agradáveis. (Ap 8,3-4).
O revestimento (do altar) indica que o altar cristão é mesa do sacrifício eucarístico e mesa do Senhor e ao seu redor os sacerdotes e fiéis, numa única e mesma ação, mas com funções diferentes, celebram o Memorial da morte e ressurreição de Cristo e participam da Ceia do Senhor. Por isso é preparado e festivamente ornado como mesa de refeição sacrifical.

Durante a homilia, dom Ercílio destacou que o templo só tem sentido por causa dos fiéis, que também foram convidados a se renovarem como igreja.

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