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A ação evangelizadora se efetiva em
contextos conflitivos. Jesus alertava os discípulos para serem
“prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10,16).
Para ser prudente requer agir com esperteza. A serpente era, segundo
Gn 3,1, o animal mais esperto. O evangelizador, portanto, necessita
ser como a “pomba” (criativo, promotor da paz e do amor), mas também
como a “serpente” para agir com sabedoria e discernimento. Um dos
caminhos para atingir esta meta é a pesquisa.
Para o padre Rudinei Negri, que
integrou o grupo de pesquisa, diz que nos tempos atuais, é ainda
mais indispensável ao processo investigativo, que se dá por meio da
pesquisa. A sociedade está em constante mudança e com facilidade,
quem não acompanha o processo de reflexão, as ideologias emergentes,
os projetos de sociedade, se perde nesse turbilhão de informações.
Os contextos têm incidência fortíssima no modo de produzir teologia
e de agir pastoralmente. Dada essa realidade, o espírito da pesquisa
deve ser algo encarnado na vida do estudante de teologia.
O Itepa desde sua origem tem como
prioridade a pesquisa. Mas não se trata de tarefa fácil. Ao longo do
tempo, dificuldades apareceram no que diz respeito ao tratamento, à
recepção de alunos e professores, e às condições para o seu
desenvolvimento. De qualquer maneira, o desafio da pesquisa, tanto
na lógica da preparação e qualificação das aulas, quanto na
organização de grupos de estudo, sempre estiveram presentes.
O tema da cultura e religiosidade
popular mobilizou alunos e professores para a pesquisa, que foi
transformada numa coleção de livros sobre o tema. Fizeram parte da
coleção também publicações específicas sobre a cultura indígena e a
urbanização.
Temas bíblicos também ganharam
predominância, além da abordagem de temáticas como a questão de
gênero e outras. O próprio tema da Metodologia
Histórico-Evangelizadora é desde sua origem, em 1992, tema de
pesquisa de professores e alunos. Grande parte das reflexões
produzidas nos grupos de estudo estão disponíveis na biblioteca do
Instituto, em forma de livros ou relatórios, e são fontes de
consulta.
A provocação feita pelo Fórum da
Igreja Católica do RS aos institutos de teologia do Estado, que
aconteceu em 2008, instigou ainda mais professores e estudantes do
Itepa, que realizaram, junto com o Instituto Missioneiro de Teologia
– IMT – uma pesquisa de campo sobre o que a sociedade civil pensa
da Igreja Católica. Na tentativa de compreender melhor a
realidade que nos rodeia se buscou novas metodologias de pesquisa,
principalmente na pesquisa de campo. O fortalecimento deste grupo de
pesquisa provocou a (re)estruturação de outros grupos.
É isso que pretendemos partilhar com
vocês que acompanham a coluna do Itepa nos jornais diocesanos. Cada
artigo estará trazendo uma pequena reflexão acerca do que está sendo
estudando nos diversos grupos de pesquisa em andamento no Itepa.
Pe. Ivanir Rodighero e Neri Mezadri |