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Solidariedade, força e equilíbrio
do mundo
No mundo
globalizado e problemático de hoje, o anseio por mudanças e
alternativas de melhorar o ecossistema, parte e muito, dos gestos de
solidariedade. Precisamos ouvir o mundo, estarmos atentos a tudo o
que ele tem de importante e ao que está sendo incluído, para que o
equilíbrio entre manutenção e desenvolvimento mundial, seja
sustentado com propostas de paz e de políticas públicas que visem o
bem comum.
O movimento
ecológico, grande movimento de massa iniciado no final do século XX,
deverá crescer e se expandir no século XXI. É o ser humano dando-se
conta de sua fragilidade e sentindo-se parte do ecossistema
planetário, só podendo sobreviver, a longo prazo, se fizer uso de
sua maior potencialidade, o domínio da razão. É preciso buscar a paz
e a felicidade, construídas através do esforço comunitário e
solidário. Esse esforço, muitas vezes, é somente lembrado nos
desastres ambientais, como vendavais, enchentes e até mesmo
tornados, como ocorreram no nosso Estado e em Santa Catarina, ou
terremotos, como no Haiti, sempre aliados a violência, fome, miséria
e dor. Quando isso acontece, aflora a solidariedade, sentimento
humano que deveria ser contínuo e presente na vida dos cristãos.
Grandes
manifestações de solidariedade são evidenciadas no mundo,
independentes das catástrofes ou não. Um exemplo foi o da Zilda
Arns, que praticava o bem, arriscava-se por altruísmo e vivia para
ajudar as pessoas. Há outros tantos exemplos de pessoas que assim
agem e contribuem com a paz. Muitas alianças promotoras de vida
digna e sustentável acontecem entre nações e povos, levando conforto
e ajuda, desenvolvendo projetos que estimulam o trabalho gerador de
desenvolvimento. A Bíblia mostra a certeza de que a aliança de Deus
conosco é para sempre, eis que estabeleço minha aliança convosco
e com os vossos descendentes e com todos os seres animados que estão
convosco (Gn 9, 8). As crises que nos afetam e até nos
desesperam, podem ser purificadoras e geradoras de esperança. Quando
elas aparecem, ressurge a capacidade de pensar, refletir e encontrar
novos caminhos que podem despertar alianças econômicas, políticas e
sociais, conscientemente celebradas entre líderes mundiais visando o
bem do planeta, com desenvolvimento equilibrado e sustentável.
A solidariedade
provoca milagres. É preciso vivê-la no dia-a-dia, incorporando-a nas
nossas ações permanentes. Assim, construímos um mundo melhor,
diminuindo as distâncias entre as pessoas, numa convergência
respeitosa de princípios morais e éticos.
A solidariedade
humana faz bem à pessoa e estabelece vínculos afetivos e de amor,
sentimentos responsáveis pela sobrevivência humana.
June
Arlete Moraski Garcia – Professora de Ensino Religioso e Catequista |