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Bispo
auxiliar relata sua prática na visita pastoral
A
visita pastoral é uma ação pastoral programada, durante a qual as
comunidades cristãs sentem ao vivo a plenitude do ministério
apostólico do bispo e não só se limitam a ouvir falar dele. O bispo
é visto e sentido como pastor, o primeiro anunciador da Palavra,
fonte sacramental da graça, expressão viva do amor de Deus pelo seu
povo, princípio visível e fundamento da unidade e da comunhão da
Igreja particular a que preside. visita realizada pelo pastor de uma
diocese a cada paróquia e suas comunidades, a partir de um roteiro
organizado pelo pároco.
No inicio de uma visita pastoral à
cidade de Roma, o papa Paulo VI disse: A visita pastoral é um ato
de apostolado, um ato de presença daquele que é responsável do
grande anúncio da salvação para todos, é uma intervenção autorizada
e dirigida pelo bispo-pastor, para tornar sensível e operante o
desígnio divino da redenção, que é, precisamente, uma visita
completamente insólita e surpreendente de Deus à humanidade.
Os primeiros destinatários da visita
pastoral são os membros da comunidade católica. Mas ela deve ser
igualmente ocasião de um anúncio evangelizador, dirigindo-se, assim,
a toda a população. Na visita pastoral também é costume que sejam
visitadas escolas, hospitais, comunidades religiosas, presídios,
enfim todas as forças vivas que estão no território de abrangência
de cada paróquia.
De 17 de fevereiro a 28 de março, esta
visita aconteceu na área de Marau, que contemplou as paróquias de
Vila Maria, Camargo, Itapuca, Nova Alvorada, Nicolau Vergueiro e
Marau. Foi realizada por dom Liro Vendelino Meurer, bispo auxiliar.
Após a Páscoa, as visitas prosseguem em Vila Oeste e Pulador e
depois na área de Passo Fundo.
Perguntado sobre qual é a prática de
uma visita pastoral, dom Liro assim se expressou:
Em cada comunidade, em geral, há
missa e a palavra do bispo em forma de diálogo. O texto bíblico é de
João 10, 11-17, o bom pastor. Costumo me apresentar à comunidade,
dando um breve histórico pessoal. Depois pergunto à mesma sobre seu
funcionamento, aspectos históricos, as pastorais da comunidade,
diretoria e todas as lideranças que dão vida à comunidade. Feito
isto, falo sobre o sentido da visita, o pastor que conhece suas
ovelhas, as ovelhas o conhecem, o pastor cuida, protege, ama,
orienta as ovelhas. Questiono se a comunidade conhece o Plano
Diocesano de Evangelização, se fazem os encontros de família a
partir do tema do ano.
Em seguida peço para citar pontos
positivos e os negativos que podem ser melhorados na comunidade. A
grande maioria destaca a união da mesma, nos eventos todos abraçam
juntos. São sinceros em dizer que falta participação na missa e no
culto.
Percebe-se nas comunidades poucas
crianças e jovens. As famílias diminuem sempre mais, a juventude não
fica no interior.
Depois, trago alguns problemas do
mundo de hoje. Os bens materiais, ter, poder, prazer, o consumismo,
o egoísmo, o abandono da religião, a juventude afastada, a família
fragilizada, a corrupção, a droga, o alcoolismo...
Em seguida falo da necessidade de
se prevenir contra os inimigos que ameaçam a fé, a vida. Digo a
todos para continuarem a rezar, ler a bíblia, participar da
eucaristia e a viver o mandamento do amor de Jesus. Apresento os
desafios da Igreja hoje, como vocações, família, juventude e missão
continental. Quando se faz necessário, faço uma referência ao
diretório da Diocese. Às vezes há questões quanto ao cemitério,
sócios, dízimos. No final, deixo espaço para perguntas.
As comunidades recebem bem, fazem
uma boa acolhida em forma de canto. As lideranças são esforçadas, o
padre tem boa aceitação. Há uma boa integração entre as comunidades
vizinhas. |