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Os migrantes reforçam a construção de outro mundo

A Semana do migrante de 2010 tem na vida sua espinha dorsal. Remete-nos à Campanha da Fraternidade Ecumênica que refletiu sobre o tema, Economia e vida e também ao Documento de Aparecida(DA) e às Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Ela acontece de 13 a 20 de junho, com o tema, Por uma economia a serviço da vida.

A Pastoral dos Migrantes, a qual está vinculada a Semana do Migrante, completa neste ano, 25 anos de caminhada com os migrantes em busca de melhores condições de vida. Nas crises da sociedade de hoje, os migrantes figuram como vítimas e protagonistas. Se por um lado se vêem obrigados a deslocar-se, aos milhões, por causa da pobreza, das catástrofes naturais, da busca de trabalho, ou por outros tantos problemas, por onde passam e aonde chegam sua resistência e teimosia semeiam a utopia de  uma nova vida e de uma economia voltada para a vida. O migrante é um forte, um eterno lutador por mais vida e vida em plenitude.

Segundo o DA, um grande desafio para a Igreja é estimular os migrantes a se fazerem discípulos e missionários nas terras e nas comunidades que os acolhem, compartilhando com eles as riquezas de sua fé e de suas tradições religiosas. Da mesma forma, os migrantes que partem de nossas comunidades podem oferecer valiosa contribuição às comunidades aonde chegam e até contribuir para o ecumenismo, dada a diversidade de religiões.

São milhares de pessoas que todos os anos se deslocam em busca de um trabalho temporário, atrás das grandes safras agrícolas, ou mesmo tentando um trabalho num centro maior. Na cidade de Passo Fundo esse fenômeno pode ser facilmente percebido. No rosto desses migrantes, alguns com suas famílias, outros sozinhos, está estampado um misto de incerteza, de medo e por vezes de dor.  São facilmente confundidos e considerados suspeitos.

Essas multidões em êxodo, no mundo inteiro, na medida em que trazem na pele e na alma as lições do caminho, questionam o rumo da economia mundial, que privilegia o padrão de vida de uma minoria, em detrimento da imensa maioria da população. Os migrantes, em seu caminhar, clamam por mudanças, pela necessidade de reciclar a vida no planeta, de repensar a relação entre a vida humana, a biodiversidade e a natureza, carregando a bandeira do maior de todos os direitos, a vida.

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