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Comunicação
litúrgica é tema da Semana Nacional de Liturgia
De
18 a 22 de outubro aconteceu, em São Paulo, a 24ª Semana Nacional de
Liturgia, com o tema Comunicação Litúrgica: fundamentos e
prática. O evento contou com a presença de 265 pessoas de todo o
Brasil e foi uma resposta à solicitação dos participantes dos anos
anteriores, diante da problemática que envolve a comunicação na
liturgia. O objetivo da Semana foi refletir a liturgia como
comunicação do mistério que acontece pela ação ritual, gera comunhão
com Deus e promove a solidariedade. Foi aprofundado o sentido e a
relação entre liturgia e comunicação, projetando a qualidade das
ações rituais e simbólicas dos ministros e da assembléia, em vista
da comunhão com o Mistério. Da Diocese de Passo Fundo participaram a
Coordenadora da Pastoral Litúrgica, Mirte Pagnussat e o padre
Arnildo Fritzen, pároco da Fátima de Carazinho.
A liturgia é a comunicação do mistério
de Deus e a sua celebração se serve da ciência da comunicação
visando a plena e ativa participação de todos nos mistérios
celebrados. A vivência experimentada é a chave da participação no
Mistério.
O Professor da USP, Ciro Marcondes
Filho diz que a comunicação não é instrumento, mas, acima de
tudo, é uma relação entre mim e o outro ou os demais. Por isso, ela
não se reduz à linguagem, menos ainda à linguagem estruturada e
codificada numa língua. Ela ultrapassa e é mais eficiente que esse
formato, realizando-se no silêncio, no contato dos corpos, nos
olhares, nos ambientes.
Na liturgia, para que se possa falar
de fato, em comunicação litúrgica, o que é dividido, partilhado,
comungado envolve o deixar-se possuir, transformar pelo Mistério
celebrado, fazer uma comunhão profunda com este Mistério.
Automaticamente ele será manifestado à assembléia, fazendo-a gostar
do nosso Deus. Nas celebrações, quem coordena qualquer ministério,
seja de presidência ou animação manifesta-se como esse mistério de
comunicação na liturgia, desde que o faça com inteireza do ser, como
um acontecimento sem técnica..., um corpo a corpo, uma ação ritual
bem vivenciada, bem experimentada, de tal modo que a liturgia
comunica o Mistério. Nessa comunicação, quem vê a ação ritual vê o
Cristo.
Enfim, cada um dos elementos da liturgia, espaço,
cantos, música... são veios que ajudam a viver profundamente e a
participar do que acontece, junto com outras pessoas, não em atitude
individualista, mas de forma consciente e ativa. É nessa inteireza
do ser que se dá a experiência da comunicação litúrgica. |