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Pastoral da Aids aposta no
teste
Faça
o teste do HIV. Esta é a chamada do material que a Pastoral vai
utilizar em todo o Brasil para marcar o Dia Mundial de luta contra a
AIDS, em 1º de dezembro. Além de ser um direito, somente o teste é
capaz de indicar se a pessoa contraiu o HIV. O ato de ser testável
também pode significar uma nova maneira de posicionar-se diante da
epidemia, pois ele parte do reconhecimento da própria
vulnerabilidade, reafirma o compromisso com a prevenção e pode
evitar muitas mortes.
A Pastoral da Aids é um serviço da
Igreja Católica que, desde 2002, vem contribuindo na resposta à
epidemia das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), o Vírus da
Imunodeficiência Humana (HIV) e a Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida (Aids) no Brasil.
Em quase 30 anos da Aids, os números de novas
contaminações no mundo começam a cair, assim como o de mortes,
indicando que o pico da epidemia teria sido superado. No total, 56
países conseguiram estabilizar a doença ou até reverter a tendência,
com uma queda da incidência do vírus. Mas nada disso significa que a
guerra foi vencida. Os dados foram publicados pela Organização das
Nações Unidas (ONU) e comemorados em todo o mundo como o primeiro
sinal real de que os esforços bilionários dos últimos anos começam a
surtir efeitos.
Porém, as estimativas ainda são alarmantes: 33,3 milhões de pessoas
estão contaminadas em todo o mundo e não há qualquer referência ao
fato de que a epidemia estaria terminando, nem nos países ricos. A
região mais afetada pela doença é a África, onde estão 60% dos novos
casos - foram 1,3 milhão de mortes em 2009 e 1,8 milhão de novas
infecções. Desde a década de 1980, mais de 60 milhões de pessoas já
foram infectadas no mundo, sendo que 30 milhões morreram. |