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A morte não
é o fim
No
dia dois deste mês lembramos os falecidos. Nesta ocasião, surgem
muitas indagações quanto ao sentido da morte. Por que nossa
trajetória é finita? O que nos espera para além dela? Jesus Cristo
superou esta barreira, como primícia de nossa ressurreição. É a
partir d’Ele que podemos dar um sentido a nossa peregrinação
terrena.
Cada pessoa atribui ao
momento da morte um sentido semelhante àquele que ela própria dá à
sua existência. Sabendo disso é possível compreender o motivo pelo
qual algumas pessoas tratam a morte com naturalidade, enquanto
outras desviam deste tema. Na medida em que se vive uma vida de fé
intensa e consciente de que não se está para sempre na terra,
torna-se muito mais fácil encará-la como um salto para a eternidade.
Quem nos dera ter a mesma sobriedade de São Francisco de Assis, que
compreendeu tão profundamente a vida a ponto de chamar a partida
simplesmente de “irmã morte”.
Para cada pessoa o fim
desta vida pode ter um sentido diferente. Do exemplo dos primeiros
cristãos pode-se extrair um grande ensinamento. Eles tinham zelo
pela vida, mas o amor a Deus é que ocupava o lugar central em seu
ser. Assim, conscientes de que a vida eterna prometida por Jesus os
aguardava, eles testemunharam com vigor a sua fé mesmo diante da
iminência do martírio. Ao fazer isso eles não estavam desprezando
sua vida, pois o praticavam tendo em vista a certeza da vida nova em
Jesus.
Para chegar à ressurreição, Jesus também enfrentou a
morte. Ele padeceu nos braços de uma cruz, uma das formas mais
desumanas e humilhantes de morrer. Ele nos ensinou como enfrentar a
morte. Diante dela, não cabe o desespero por alguém que partiu, pois
“Aquele que crê em mim, mesmo que morra, viverá; e todo aquele que
vive e crê em mim não morrerá jamais” (Jo 11,25-26) |